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"Summertime"

Capitulo 4 (Parte 1) - Our new biginning (Nosso novo começo!)




Arthur chegou em casa com um sorriso estranho no rosto – e uma sensação boa que não tinha há tempos. Tomou um banho rápido e ficou deitado em sua cama, apenas pensando na vida. Não havia conversado com nenhum dos amigos depois da aula de literatura, e não sabia se algum deles iria querer ir à festa. Mas tinha certeza de que "ele" queria. Era estranho como as coisas tinham saído fora do controle, e como isso tinha sido bom. Não lembrava exatamente da última vez em que tinha passado momentos tão agradáveis ao lado de Lua. Então, interrompendo seus devaneios, o telefone tocou.

- Alô.

- Fala, dude! – Rodrigo disse animado. – Bora na festa hoje?

- Festa? – Arthur tentou manter um tom desentendido na voz – Do colégio?

- E qual mais seria?

- Por quê? – Arthur estava feliz por não ter que explicar nada. Aquilo estava saindo melhor que o esperado.

- Porque a Cindy, a líder de torcida gostosa que eu passei a aula de literatura.

 – Rodrigo riu sozinho – Vai estar lá. Cara, se eu te contar da minha aula você nem acredita...

- AHHHH PEGADOR! – Aguiar gritou e Marques riu.

- Ela é muito gostosa, cara. A gente tem que ir.

- Tudo bem, eu vou com você.

- Sério? – Rodrigo parecia admirado com a resposta – Achei que teria que te subornar pra você vir comigo.

- Opa, eu aceito suborno! – Arthur gargalhou.

- Nem vem, você já aceitou de primeira! Agora eu vou ligar pro Micael, o Chay não quis ir... – Rodrigo fez um barulho estranho com a boca – Aquele bicha. Ele teve uma aula péssima com a Mel e... Espera aí. Você tava com a Lua! – Marques percebeu e Arthur caiu para trás na cama, derrotado. – Seu humor não está tão ruim.

- Nós não nos matamos. – Arthur sorriu para si mesmo.

- Ah, fala sério. Vai dizer que as duas crianças conseguiram passar duas horas sem a ambulância ser chamada? Não creio! – Rodrigo fez uma voz afetada e Arthur riu.

- Nós podemos ser civilizados de vez em quando. – Arthur queria parecer indiferente, mas mantinha um sorriso idiota no rosto. Ficou feliz daquela conversa estar sendo via telefone, não queria que Rodrigo visse sua cara.

- Esse é o tipo de coisa que eu só acredito VENDO. – Marques estava pasmo. 

– Conta como foi. Anda logo.

- Deixa de ser gay, cara! – Arthur riu alto e Marques o acompanhou. – Eu não vou te contar nada. Agora liga logo pro Micael e para de encher meu saco. Eu quero dormir.

- Dormir pra ficar gatinho pra Luinha? – Rodrigo fez uma voz feminina quase perfeita e os dois tiveram um ataque de riso.

- Vai se fuder, Rodrigo. Passa aqui em casa antes de ir pra festa.

- Fechado. 20h eu to aí.

Rodrigo desligou o telefone rindo. Não sabia o que havia acontecido, mas tinha certeza que a aula de Arthur e Lua não havia sido normal e estava bastante curioso. Conhecia muito bem seu amigo, e ali tinha coisa. Discou rapidamente para a casa dos Blanco, e logo no segundo toque, Lua atendeu rindo.

- Alô. – A voz dela estava fraca, mas ela ria alto.

- Luinha, é o Rodrigo. – Ele riu junto – Qual a piada?

- Oi amor! – Luinha disse alto e riu de novo – Eu estou assistindo The Big Bang Theory.

- Sua viciada em seriados! – Rodrigo riu e ela também. – Tudo bem?

- Tudo ótimo e com você amor?

- Também. – Rodrigo franziu a testa. – Animada pra festa? Eu vou.

- SÉRIO? Que máximo, até que enfim você resolveu dar o ar da graça nos meus discursos micados! – Luinha riu verdadeiramente, pensando em seus discursos – Aposto que tem dedo da Cindy.

- Não só o dedo como a Cindy inteira! – Rodrigo gargalhou.

- TARADO! – Luinha fez uma voz indignada e os dois riram em conjunto.
Rodrigo ia pedir para que ela chamasse Micael quando teve um estalo. Arthur não comentaria nada, mas Luinha, essa sim, falaria tudo. A curiosidade tomou conta dele novamente. Lua estava super animada, o que não seria normal depois de algumas horas ao lado de Arthur Aguiar.

- Luinha, sabe quem vai comigo? – Marques jogou verde, mas a garota não entendeu.

- A Cindy, lógico. – Ela disse num tom óbvio e Marques riu.

- Além dela. – Rodrigo sorria para o própria pergunta.

- Hm... Er... Não sei. – Luinha levantou-se do sofá e começou a andar de um lado para o outro. “Como você é ridícula, Lua. Fique quieta! Pare de agir assim. E daí que deve ser ele? Deixe de ser idiota.” Ela pensava, esperando resposta.

- Arthur.

- Ah. – Luinha soltou um barulho com a boca e um surto de emoções estranhas começou a tomar conta dela. Algo que ela não queria admitir que estivesse sentindo. – Legal. – Ela disse sem animação.

- Foi legal a aula de vocês hoje? – Marques estava quase rindo.

- Epa, aonde você quer chegar Rodrigo Marques? – Luinha rolou os olhos – Você já falou com o Aguiar, então devia ter perguntado pra ele e...
- ... ELE NÃO ME DISSE NADA! – Rodrigo gritou no alto da sua curiosidade e Luinha riu.

- Nós não nos matamos.

- Eu acabei de ouvir isso, que merda.

- Ele disse isso?

- Disse.

- Hm. – Luinha franziu a testa. Não sabia mais o que falar.

- Não vai me dizer?

- Não tem nada a ser dito.

- Chata.

Luinha riu do jeito com que Rodrigo falava. Os dois conversaram mais um pouco, enquanto ele tentava arrancar dela algum detalhe oculto da aula, sem sucesso. Então ela passou o aparelho para Micael, porque já estava atrasada e tinha que chegar bem cedo para preparar algumas coisas que estavam faltando na festa.

- Luinha, o Dj já está com o equipamento montado, a fogueira já está quase pronta, eu acho que está tudo certo! – Amanda dizia animada.

- Perfeito! – Luinha sorriu – Estamos ficando cada vez melhores nisso!

- Também acho! – Melzinha se intrometeu na conversa. – Eu falei com os nossos fornecedores de bebidinhas impróprias para adolescentes – A menina falou baixo e ria a cada palavra. – Tá tudo no esquema.

- Ah, nós somos ou não somos foda? – Sop disse e as quatro riram.

- SOMOS!


Continua...


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